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Importância do nome (parte II).

      Saudações Santistas.

      Antes de iniciar esse texto propriamente dito, vou deixar registrada uma errata referente ao mês de aniversário proposto no texto anterior (Importância do nome - parte I), pois revirando os meus arquivos na sede encontrei um certificado do “6º Batizado do Grupo Ribas e Ribinhas” (o último evento que realizei usando esse nome e que contou com a presença do próprio Ribinhas que estava em visita ao Brasil). Ao mostrar tal certificado para o professor Gustavo, ele lembrou que no domingo posterior a esse evento, meu irmão foi até a casa dele para almoçarem juntos e esse dia antecedeu o dia do retorno do Ribinhas aos Estados Unidos. Ora, considerando que o evento foi em um domingo, no dia 22 de agosto de 1999, logo, o Gustavo e o Ribinhas almoçaram juntos no dia 29 e a volta do meu irmão para os Estados Unidos foi na segunda-feira, dia 30. Ou seja, enquanto meu irmão voltava para “casa”, eu anunciava para os alunos que ficaram - e a quem mais pudesse interessar – a reestrutura do meu trabalho, agora renomeado “Capoeira Santista”. Então, o dia exato para se “comemorar” é 30 de agosto.

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      As semelhanças que as pessoas viam entre a “Nova Geração” e a “Inovação” - trabalhos que eu e meu irmão procurávamos desenvolver de forma independente um do outro, na capoeira da nossa região – não se encerravam apenas nos nomes das duas escolas. Tanto para o bem quanto para o mal. Afirmo isso porque eram pelos mesmos motivos que elogiavam demais ou criticavam demais o que fazíamos e aquilo que poderia ser considerado como resultado em todos os aspectos do trabalho de cada um, realmente, era muito semelhante.
      O período que antecedeu nossa união de fato foi marcado por uma reaproximação “geográfica” proporcionada pelo mestre Maurício Ratto, pois já havíamos dado aulas “debaixo do mesmo teto”, na academia do nosso mestre, pela “Movimentos” e agora, ainda cada um com seu grupo, compúnhamos o quadro de atividades oferecidas pela grande academia que Maurício construíra no Gonzaga.
      Mestre Maurício Ratto é formado do mestre Cícero Tatu (Capoeira Aruanda) e fundador do grupo Capoeira Filhos de Aruanda. Em minha opinião, sem sombra de dúvida, foi o maior empreendedor na capoeira da nossa região.
      Foi nesse contexto que eu e meu irmão percebemos a força que poderíamos ter juntando os nossos trabalhos, o que veio acontecer efetivamente em 1996, quando alugamos um galpão na Rua Carlos Gomes, no bairro do Campo Grande aqui em Santos.
      Acontece que, conquanto a nossa união tenha sido algo imaginado por nós e recebido por todos de forma tão positiva a ponto de investirmos tudo que tínhamos para alugar e transformar um galpão aberto em um lugar possível de treino, o dia-a-dia revelou – pelo menos para mim – que as nossas diferenças, tanto no que diz respeito às aulas propriamente ditas quanto à forma de administrar um grupo, eram maiores do que se podia esperar. Assim, o ano seguinte foi marcado por idas e vindas na nossa união e culminou com a viagem do meu irmão para os Estados Unidos, em 29 de novembro de 1997.
      Mesmo com essa viagem, ainda preservei aqui o nome “Ribas e Ribinhas” até ter a certeza do que realmente meu irmão queria realizar na América em relação a capoeira. Essa certeza começou a ser construída logo nas primeiras notícias que ele me enviou acerca desse assunto.
      Por exemplo, em fevereiro de 1998, recebi dele, pelo correio, um panfleto que divulgava o seu trabalho lá nos EUA, cujo nome era “Center of Capoeiragem Boca Raton – Instructor Ribinhas”.
      Esse contexto, somado aos acontecimentos paralelos na capoeira da minha região é que me inspiraram a reestruturar o trabalho e denominá-lo “Capoeira Santista”, assunto esse que tratarei no próximo texto.


Está dito.
Mestre Ribas
Santos, 27 de setembro de 2010.



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Idealizador e fundador do Grupo Capoeira Santista